6 de janeiro de 2017

Crítica | Blue Jasmine

Mais um filme do Woody Allen pra coleção! Antes de tudo devo adiantar que este não está entre os meus preferidos, mas eu recomendo. Veja por quê!

Jasmine (Cate Blanchett) vive na alta sociedade em Nova York. Sua vida muda completamente quando ela separa-se do marido e perde todo seu dinheiro. Com isto ela é obrigada a ir morar com sua modesta irmã em São Francisco. Agora, distante de seu luxuoso universo, Jasmine precisará reorganizar toda sua vida. (Fonte)


Tipicamente Woodyana, Jasmine é uma mulher que tornou-se doente e nervosa depois de se divorciar de Hal, um desonesto empresário. Jasmine não teve filhos, mas adotou seu enteado. Sem dinheiro, sua única solução é ir para casa de sua irmã adotiva Ginger. A diferença social entre a vida de Jasmine e Ginger é muito bem esclarecida. Enquanto Jasmine parece ter tido sorte no casamento, Ginger vive uma vida simples e modesta.

Jasmine é esnobe e extremamente superficial, fazendo com que a personagem se torne chata e desinteressante. Sem nada para acrescentar, além de suas roupas de marca e seus gestos cheios de pompa. Ou seja, você acaba nem torcendo para que a protagonista se dê bem. Além disso, por causa de um casamento "rico", ela preferiu largar a faculdade. Acho que a única que vez em que a protagonista realmente dá uma trégua para seu orgulho e se mostra verdadeiramente é na cena em que briga com o marido depois de descobrir as traições. Foi a única parte em que eu senti pena dela. Sua irmã Ginger, interpretada por Sally Hawkins, também tem problemas com relacionamentos e acaba roubando a cena algumas vezes com suas aparições cômicas, aliviando a tensão da trama.


Claro que o Oscar valeu para Cate. Ela está divina e sua performance é admirável. Assim como a interpretação de Alec Baldwin, como Hal. (Ás vezes eu chegava a pensar: Deus, obrigada por Alec!) Agora o que eu preciso realmente comentar aqui é sobre a trilha sonora. Cheio de Jazz, não só em Blue Jasmine como na maioria dos filmes do Allen - isso pra não dizer todos- a trilha está deliciosa de ouvir! O tempo inteiro ouvimos referência à Blue Moon. Nos minutos iniciais do filme Trapaça, a julgar pela música, podia jurar que ia ver um filme do Woody porque Jazz já virou marca em seus filmes.

Acho que o que Allen quis transmitir em Blue Jasmine é que a vida de sua protagonista não era perfeita como parecia. Sua vida era um castelo de cartas e desmoronou como qualquer coisa que não tem uma base sólida. Então, se o casamento de Jasmine era sua vida, é claro que ela perderia o controle de si mesma. Não é meu preferido porque, diferente de outros filmes, não me identifiquei realmente com a protagonista nem com nenhuma personagem. Mas não deixa de ser verossímil. Poderia, e pode, ser a vida parecida daquela sua vizinha que todos acham ter o casamento "perfeito". Poderia ser você.


2 comentários:

  1. Ainda não assisti ao filme, mas me interessei. O enredo parece bom. Woody Allen é incrível, um gênio.

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    1. Então veja, depois me diz o que achou! :)
      Bjs

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